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Pieter Bruegel - The Elder

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Da legislação à prática docente: o ensino religioso nas escolas municipais de Santos.




Dissertação (Mestrado). Universidade Presbiteriana Mackenzie. São Paulo, 2009.
Autor: José Carlos Bertoni

O presente estudo descritivo, acrítico, de natureza qualitativa desenvolvido no ano de 2007 teve como objetivo identificar e analisar como os professores de Ensino Religioso do Ensino fundamental das Escolas Municipais de Santos traduzem na sua prática docente a Legislação, as Políticas Educacionais da Rede de Santos, o Plano de Curso e sua própria formação básica e continuada.
Teve como objetivo específico analisar a legislação, a concepção de Ensino Religioso, a capacitação e formação de professores e a descrição das expectativas e práticas dos mesmos.
O estudo fez alguns recortes na proposta investigativa do projeto para poder aprofundar as análises, uma vez que a legislação educacional do município de Santos determina no Artigo 2º que: “No Ensino Fundamental as aulas de Ensino Religioso serão ministradas, do 1º ao 5º ano, pelo professor regente da classe e, do 6º ao 9º ano, pelo regente da disciplina”. Logo, fez-se pesquisa qualitativa com professores do Ensino Fundamental I, do 1º ao 5º ano.
Fez-se observações não-participante de dez encontros de formação continuada promovidos no ano de 2007 pelo Setor de Formação (SEFORM) do Departamento Pedagógico (DEPED) da Prefeitura Municipal de Santos. Da mesma forma observou-se e registrou-se por meio de vídeo e fotos as aulas de dez professores. Deste grupo, selecionou-se uma professora do 3º ano para análise de duas aulas sobre símbolos religiosos.
Os pressupostos teóricos desta pesquisa transitam por dois eixos:
O eixo da Formação de Professores dentro das contribuições teóricas de Dewey (1959), Schön (1995, 2000), Zeichner (1992, 1993, 1995, 2003), Demo (1996, 2008), Stenhouse e Elliott (2003), Alarcão (1996, 2007), L. S. Shulmann (2004), Mizukami e Reali (2002, 2005) e Paulo Freire (1974, 1979, 2005).
O eixo do Ensino Religioso com enfoque na fenomenologia que estuda o sentido das expressões religiosas no seu contexto específico e sua significação para o ser humano nas contribuições de Rudolf Otto (1992), Mircea Eliade (1992, 1998), nos Parâmetros Curriculares Nacionais elaborados pelo Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso – FONAPER (1998, 2000) e nas obras de Junqueira (2002, 2007), Figueiredo (1995) e Oliveira (2007).
Palavras-chave: Educação. Ensino Religioso. Legislação de Ensino. Formação de Professores. Laicidade.

Dissertação disponível na íntegra em: http://mx.mackenzie.com.br/tede/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1204

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

BARACK OBAMA

Outro post do Caio que vale a pena ser trasncrito aqui...

DEUS ABENÇOE BARACK OBAMA
Barack Obama é agora o homem mais poderoso do mundo, pois, hoje, tomou posse do maior poder humano na Terra: os Estados Unidos da América. Escrevi palavras de cuidado acerca da euforia idolátrica que se criou em torno da figura de Obama. Disse que para cada virtude dele existe uma equivalente desvirtude, e que, por isto, todos deveriam esperar que ele fizesse o que é bom, mas sem cultos ou messianismos; pois, uma das coisas que nele sempre será um problema, é seu sentimento messiânico — e, humanamente falando, existe muita razão para que ele se veja muito bem, posto que de fato ele seja o homem com todas as prerrogativas para o cargo. Sim! Ele é uma síntese perfeita de muitas expectativas boas e justas! Além disso, ele é fino, simpático, sério nas expressões, cuidadoso nos movimentos, atento, cavalheiro nos gestos, firme no falar, simples e prático nas idéias, pessoal sem ser demais, e, sobretudo, parece ser extremamente humano. Entretanto, todas essas coisas têm os seus correspondentes negativos nele também. Assim nele como em todos os homens também. Portanto, se alguém deseja orar com lucidez por Barack Obama, frente ao imenso desafio que agora é dele e de sua administração — ore para que ele seja um homem de uma cara só, de uma palavra só, de acordos claros, de transparência no fazer, de objetividade na escolha da justiça, de independência ante a adulação da mídia, de discernimento frente às inúmeras avenidas de tentação que ele tem diante de si; e, sobretudo, peça a Deus que ele seja quebrantável e humilde; pois, sem que assim seja, ele tem o potencial para ser um sedutor sutil, agradável e capaz de inaugurar o primeiro populismo com cara americana: o populismo multi-cultural e multi-étnico, que, virtualmente, seria o 1º Populismo Mundial. Sou uma pessoa sempre esperançosa, embora minhas esperanças nunca se confiem no homem. Esqueci minhas preocupações e apenas curti a cerimônia, como tenho feito desde sempre. Linda foi a posse de Obama. Chorei. Compadeci-me de muita gente, incluindo os Bushs. Orei por muitas faces familiares que vi. Alegrei-me com as imagens dos Ex-Presidentes e suas esposas. Emocionei-me com muita coisa, inclusive, bastante, com a fala de Obama — que teve de mim muitos “Améns” e “Deus te abençoe!” Paulo disse que orássemos por todos aqueles que estão investidos de poder. Devemos orar por tais pessoas por muitas razões, mas, aqui, desejo apenas apontar uma ou duas delas. 1. Porque ninguém, por melhor que seja, consegue passar incólume pelo exercício do poder. Assim, deve-se orar por Obama porque ele está onde está o trono de Satanás: quanto mais poder, mais presença satânica, sempre. É assim que o Evangelho ensina; e, portanto, é assim que os discípulos devem ver o poder e seu exercício. 2. Porque Obama está em uma posição de importância vital para o bem ou o mal da humanidade. Dependendo de como ele se conduza e se comporte, por dentro e por fora, tal movimento terá importância ótima ou devastadora para a Terra. Já disse mais de uma vez aqui neste site que os Estados Unidos da América são um Império político, econômico, cultural e espiritual para o mundo. A América é a melhor Roma que Roma poderia ser sendo um Império! Leia: A MORTE DO DÓLAR! Um Império, conforme já disse aqui no site, nunca é bom. Todo império é invasivo e dominador. A América, no entanto, é um Império no qual um Imperador pode suceder outro a cada quatro anos, com regularidade secular, e, assim, poder renovar o Império com as mudanças que venham a emergir do povo: a Democracia. Além disso, é também um Império sob o escrutínio da mídia mundial. Portanto, dentre os poderes com potencial imperial presentes hoje no Planeta, sinceramente, não vejo nenhum com potencial para exercer tal papel quase inevitável em mundo caído e perverso, melhor do que os Estados Unidos da América. A América sobreviveu a oito anos de insanidade Bushiana e ainda é o maior poder humano na Terra. Do ponto de vista de uma campanha de renovação de imagem, diria que a eleição de Obama é o melhor agente de mudança de paradigma que a América jamais poderia produzir neste momento da História Humana. Nos anos de minha vida não creio que jamais tenha vista um homem subir a tão alto poder ungido por tantas convergências e expectativas positivas. Barack [Benção: este é o significado do nome de origem africana] está sendo abençoado por todos os povos do mundo! Assim, digo: Deus o abençoe Barack Obama; e que você, Obama, consiga viver uma vida maior do que as propostas de desvio da verdade que as conveniências do poder lhe proporão! Que por amor à humanidade você se mantenha fiel à sua consciência! Que pelo temor de Deus você mantenha e adquira toda a sabedoria! Esta é minha oração por Barack Obama! Nele, que reina sobre os reinos e impérios,

Caio 20 de janeiro de 2009

Lago NorteBrasíliaDF

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Islamismo - Calendário Religioso

O calendário religioso islâmico é lunar, com trezentos e cinqüenta e quatro dias: as festas, portanto, deslocam-se através das estações. O mês do Ramada é especialmente importante. Durante o dia, jejua-se e cultivam-se as obras religiosas. No fim do Ramada, ocorre a comemoração da Noite do Poder, Laylat al-Qadr, quando Maomé recebeu a primeira revelação. Durante essa noite, abrem-se as fronteiras entre o mundo angélico e este mundo. O "id al-Fitr marca o fim do jejum. Dhu al-Hijjah é o mês da peregrinação a Meca. Em estado de pureza física e ritual (ihrãm), os peregrinos andam em torno da Caaba, visitam os túmulos de Agar e Ismael e o poço de Zamzam, percorrem a distância entre dois túmulos em memória de Agar em busca de água, ficam de pé durante uma tarde na planície de Arafat e jogam seixos no pilar de Acaba, em Mina, que representa Satã tentando Abraão e sugerindo-lhe abandonar a imolação do filho Ismael. O grande sacrifício e a distribuição de carne em memória do sacrifício de Abraão (íd al-Adhã) terminam o hajdj. A celebração ocorre em todo o mundo muçulmano.
O islamismo xiita tem suas próprias festas, sendo a mais importante a 'Ãshurã (10 do mês Muharram), comemoração do martírio de Hussein (<-> 20.6). Os dias de luto em memória de Hussein compreendem cantos, récitas, representações dramáticas do conflito, que podem degenerar em escaramuças, e procissões de flagelantes que transportam ataúdes de madeira pelas ruas. Os aniversários dos imãs, inclusive o de Ali, são celebrados pelos xiitas. O dia de Maomi (Mawlid al-Nabí, em 12 de Rabfal-Awwal), comemoração do seu nascimento, e a noite do mi'rãj no mês de Rajab, são celebrados por todos os muçulmanos.
ELIADE, Mírcea; COULIANO, Ioan P. Dicionário das Religiões. 2a ed. Trad. Ivone Castilho Benedetti. São Paulo, SP, Ed. Martins Fontes, 2003 - Capítulo 20.

Islamismo - expansão territorial

Os quatro primeiros califas (632-661) haviam conquistado o Oriente Próximo, do Irã ao Egito. Damasco caiu em 635; Jerusalém, Antioquia e Basra, em 638. As conquistas se sucediam com rapidez: a Pérsia (637-650), o Egito (639-642). De 661 a 750, os Omíadas de Damasco continuaram a expansão territorial do califado para o leste (Afeganistão) e para o oeste (África do Norte e Espanha). Explorando habilmente o particularismo dos berberes, que, contudo, souberam resistir à conquista manipulando o instrumento do cisma (principalmente carijita), em 711 o exército muçulmano atravessava a Ifriqiya (o norte da África) e chegava até o Maghrib al-aqsã, o extremo oeste, o estreito de Gibraltar, prosseguindo, com a provável ajuda do governador bizantino de Ceuta e dos judeus perseguidos dos centros urbanos, a conquista de al-Andalus (de etimologia desconhecida, talvez de Vandalicia), o reino dos visigodos da Península Ibérica que compreendia a Espanha e Portugal de hoje. Depois da queda da capital de Toledo, os árabes eram senhores absolutos, até os Pireneus. Seu ímpeto parou nas montanhas, principalmente quando Carlos Martel, em Poitiers (732), freou seu avanço na França. Destronados em 750 pelos Abássidas de Bagdá, os últimos Omíadas encontrariam refúgio em al-Andalus. O esplêndido califado de Cõrdoba manteve-se de 756 até o período de anarquia dos Reinos de Taifas (do árabe tawa'if, "partido", "bandeira"), de 1031 a 1090, quando os estados cristãos do norte da Espanha romperiam decisivamente as linhas dos inimigos, conquistando Toledo em 1085. Ocupada sucessivamente pelas dinastias berberes dos Almorávidas (1090-1145) e dos Almôadas (1157-1223), a Espanha ia sendo pouco a pouco evacuada pelos muçulmanos, que, porém, se mantiveram até 1492 numa faixa territorial estreita na costa mediterrânea: o emirado nazarita de Granada. Em 827, os Aglábidas de Ifriqíya partiram para a conquista da Sicília e do sul da Itália, de onde seriam repelidos pelos bizantinos. A ilha foi ocupada em 902, tornou-se fatímida em 909 e quase independente em 948. Foi tomada pelos normandos em 1091. A partir do século XI, os homens fortes do islamismo são os turcos, islamizados no século X, em especial os Seljúcidas, que se apoderaram do trono dos Abássidas em 1058. Serão derrubados em 1258 pelos mongóis (islamizados em 1300), que ocuparam o Iraque mas foram decisivamente detidos pelos turcos mamelucos que controlariam o Egito até a ocupação otomana em 1517. Do século XIV ao XIX, o islamismo é primordialmente representado pelo poderoso Império Otomano, fundado em 1301 na Ásia Menor. Em 1453, os otomanos apoderam-se de Constantinopla, que se torna sua capital (Istambul). No leste, os turcos mamelucos instalam seu sultanato em Delhi (1206-1526). De 1526 a 1658, o norte da índia será submetido ao império islâmico dos Grão-Mogóis, descendentes dos mongóis. A Indonésia e a Malásia foram em grande parte convertidas através das rotas comerciais que as uniam aos países muçulmanos. O mesmo ocorreu com certas zonas da África situadas abaixo do Saara.
ELIADE, Mírcea; COULIANO, Ioan P. Dicionário das Religiões. 2a ed. Trad. Ivone Castilho Benedetti. São Paulo, SP, Ed. Martins Fontes, 2003 - Capítulo 20.

Islamismo - Sucessão e secessão

Ao morrer Maomé (632 d.C), enquanto seu primo e genro 'Ali-ibn Abi Tãlib e seu tio Ibn 'Abbãs velavam piedosamente o corpo sem vida, os outros partidários se reuniram ao lado para escolher um sucessor ou califa (Khalífah, de khlf, "seguir"). Esse título significará daí em diante que o califa reúne em si duas funções que deveriam ficar separadas em qualquer outro ser humano: a função militar de comandar crentes (amir al-mu'miríin) e a função religiosa de imã dos muçulmanos (imãm al-muslimln). Ao amanhecer, depois de longas deliberações, a assembleia decidiu que o primeiro sucessor seria Abu-Bakr, sogro do profeta e companheiro da Hégira em Medina, escolhido por Maomé para dirigir, em seu lugar, as orações em comum. Durante os dois anos de seu califado, AbQ-Bakr estabeleceu definitivamente o domínio muçulmano na Arábia e empreendeu expedições contra os beduínos revoltosos e contra a Síria bizantina. Sucessor de Abu-Bakr e segundo califa na sucessão sunita, Ornar (634-644) conquistou a Síria e boa parte do Egito e da Mesopotâmia. Foi depois de sua morte que começaram as grandes secessões religiosas, que resultariam na formação de seitas cujo número é tradicionalmente fixado em 272. Na verdade, os partidários de Ali, primo e genro do profeta por ter-se casado com sua filha Fátima, esperavam que ele fosse então investido da dignidade de califa, mas o aristocrata Otmã (644-656), da família dos Omíadas de Meca, antigos adversários de Maomé, foi eleito em seu lugar. A ideologia dos rawãfids ("os que repudiam [os primeiros califas]") xiitas ("partidários", de shi 'at 'AH, "partido de Ali") exige que a sucessão se estabeleça segundo laços de parentesco mais estreitos. Segundo eles, o califa não deve ser apenas curaixita, mas também hashimita e fatímida, ou seja, não apenas da tribo do profeta, mas também de sua família e filho legítimo do casamento de Fátima com 'Ali ibn Abi Tãlib. Em outras palavras, a ShVa queria formar uma dinastia Álida mas a sorte decide por uma dinastia Omíada.
Em 656, o omíada Otmã é assassinado por um grupo de partidários de Ali, que não renega os assassinos. Eleito califa (quarto na ordem sucessória dos sunitas), Ali deverá enfrentar uma dupla temível que o acusa de cumplicidade no assassinato: o poderoso governador omíada da Síria, Moawia, e seu astuto general 'Amr ibn al-'Ãs, conquistador do Egito. Quando Ali estava vencendo a batalha de Siffín no Eufrates contra Moawia (657), 'Amr ibn al-'Ãs mandou pregar folhetos com textos do Corão nas lanças de seus homens e o exército de Ali recuou. O mesmo Amr ibn al-'Ãs propôs uma arbitragem en­tre Ali e Moawia e representou este último com tanta habilidade que os xiitas consideraram-se vencidos. Surgiu então uma nova complicação que cerceou ainda mais Ali em seus nobres escrúpulos: um grupo considerável de seu exército, os carijitas ou "dissidentes" por excelência (de khrj-, "sair, partir"), não reconheceu a arbitragem dos homens, pretextando que lã hukmatu Ma Allãh, "não há outro julgamento senão o de Deus". Os carijitas, puritanos do islamismo, não se preocupavam com o estabelecimento de linhagens dinásticas. Queriam que a dignidade do califado fosse eletiva e coubesse ao muçulmano mais devoto, sem distinção de tribo ou de raça: se merecedor, até mesmo um escravo etíope teria mais direitos ao califado que um curaixita. Essa doutrina era repudiada, também por outras características, pela maioria dos muçulmanos, para os quais perder a qualidade de membros da comunidade (ummah) dos fiéis era tão grave, se não mais, quanto uma excomunhão na cristandade medieval. Ora, ao contrário dos puritanos cristãos ulteriores, os puritanos muçulmanos sustentavam que a fé não basta, que há necessidade de obras para ter-se certeza da seriedade de um fiel. Por conseguinte, um muçulmano que pecasse deixava de fazer parte da assembléia dos fiéis. Esse respeitável zelo pela pureza moral combinava-se, nos carijitas, com escrúpulo de restabelecer a verdade histórica; eles afirmavam, portanto, que o Corão não é totalmente revelado. Em vez de combater Moawia, Ali voltou-se contra os carijitas que, afastando-se de Moawia, assassinaram Ali em 661. O califado coube a Moawia, fundador da dinastia dos Omíadas de Damasco (661-750).
ELIADE, Mírcea; COULIANO, Ioan P. Dicionário das Religiões. 2a ed. Trad. Ivone Castilho Benedetti. São Paulo, SP, Ed. Martins Fontes, 2003 - Capítulo 20.